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26/06/2012

Recursos humanos no Japão

O modelo japonês de trabalho é baseado na classificação ordenada, dentro de qualquer grupo ou corporação, geralmente de acordo com o poder, autoridade ou função, ou seja, a hierarquia.

Enquanto no ocidente, existem muitas variantes determinantes do modelo de sociedade, no Japão um fator que foi e ainda é muito relevante, é a vida e trabalho dos japoneses, associada ao bem estar da pessoa ligada a grupos. Existe certa lealdade quando se trata de grupo e líder. Não é a toa que após o terremoto seguido de tsunami, houve uma rápida reestruturação no local do ocorrido. Ainda há muito que fazer, mas é surpreendente a maneira como foi feita a reestruturação.

A estrutura organizacional japonesa é bem definida no seu organograma. No começo escrevi que o modelo japonês de trabalho é baseado na hierarquia, mas "acredite se quiser", a maioria das decisões para a solução de um problema, não vem dos altos escalões de uma empresa. Você deve estar confuso agora, mas é isso mesmo, no modelo corporativo japonês as tomadas de decisões começam entre os colaboradores ou empregados que estão diretamente ligados ao trabalho em execução. A partir dai vai subindo a escala no organograma, comunicando a todos o que será feito. Trabalhando nas indústrias japonesas, comprovei que realmente a administração japonesa é baseada nos métodos Kaizen e 5S, mas isso é um assunto para outro artigo.

A área de recursos humanos no Japão está relacionada com os termos: emprego vitalício, treinamento, promoções e aposentadorias, estrutura salarial, demissões, sindicatos e relações empresariais.

As empresas japonesas adotam um sistema de empregabilidade vitalício, isto é, a partir do momento que a pessoa começa a trabalhar em determinada empresa, ela nunca será demitida (somente em casos extremos). Com esse sistema de emprego, as companhias conseguem extrair melhor desempenho de seus funcionários, pois existe uma colaboração entre ambas as partes. Mas, não pense que a mão de obra estrangeira residente no país, esta nas mesmas condições. O Japão é sim, um país que necessita de muita mão de obra estrangeira, porém as leis para estrangeiros são diferentes. Os principais trabalhadores estrangeiros são da China, Brasil, Filipinas e Coréia.

Outro fator curioso no sistema de emprego japonês é a estrutura salarial, no ocidente a faixa salarial se enquadra conforme as qualificações, experiências e formações escolares. No Japão também, porém com um diferencial baseado em critérios de idade. Dependendo do tempo de trabalho em uma empresa e a idade da pessoa, essa pode ter um salário mais alto do que uma pessoa que faz o mesmo serviço e, tem menos idade e menos tempo de trabalho na empresa.

Fazendo o mesmo serviço e ganhando menos, no Ocidente isso causa muitos contratempos e muito trabalho para a área de recursos humanos ou gestão de pessoas.

Os treinamentos direcionados aos colaboradores ou empregados contratados, são executados na maioria das vezes, dentro das empresas. Esse treinamento vocacional é muito necessário às empresas, pois como é adotado um sistema de empregabilidade vitalício o treinamento se torna um componente e objetivo contínuo desse sistema. Para sempre haver produtividade e colaboração entre as partes, empregado e empresa.

Concluindo, acredito que essas características japonesas ao longo desses últimos anos, vieram fortalecendo o país em sua taxa de crescimento econômico e nos avanços tecnológicos que hoje vivenciamos.

Que tal refletirmos se algumas destas características seriam favoráveis no Ocidente. Como por exemplo, o emprego vitalício.

Boa reflexão!

Por Makoto Takada

Fonte: site Administradores – 25/06/2012

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