27/02/2012
Tempo de permanência na mesma empresa
Pesquisa avalia que o tempo mínimo de permanência na mesma empresa é de dois anos e nove meses
O tempo de permanência em uma mesma empresa é uma questão complexa tanto para os gestores das organizações quanto para os profissionais que nelas trabalham. Em uma recente pesquisa realizada pela Catho Online que ouviu mais de 45 mil recrutadores do mercado, o resultado aponta que a média de tempo mínimo de permanência numa empresa é de dois anos e nove meses, perspectiva inferior ante os três anos e meio aferidos em levantamento de 2009.
A pesquisa mostra que este número muda de acordo com a faixa etária dos recrutadores. Para os que se encaixam na faixa de idade de até 20 anos, o tempo mínimo avaliado é de 2,3 anos, enquanto para aqueles com idade acima de 60, o número sobe para 4,4 anos. Para a vice-presidente de Eventos Científicos da ABRH-RS, Lígia Silveira, a disparidade está diretamente relacionada às características de ambas as gerações de recrutadores, e serve também para quem está no mercado. “Os prós desta nova geração são a coragem e o olhar inovador que não teme e se estimula ao crescimento e aprendizagem constante. Por outro lado, eles correm o risco de olhar com certa superficialidade e excesso de pressa os cenários onde estão envolvidos”, afirma.
Embora
justificável por conta das diferentes formas de pensar de profissionais com
idades separadas por décadas, o tempo de permanência em uma mesma organização depende
de outros fatores, como a falta de desafios que impulsionem o aprendizado e
colaborem com a autoestima. “O tempo é o da realização e não o do relógio ou calendário. Uma
carreira pode ser altamente desinteressante em uma única empresa, com a chamada
”estabilidade”, e ser um desastre com pobreza de realizações”, explica Lígia.
E quando não há possibilidade de crescimento pessoal, a questão da permanência recai sobre os gestores das organizações. Para Lígia, transparência nas conversas é sempre o melhor caminho. Muito feedback e abertura para discutir sobre planos e visões de futuro são sempre estimulantes, além de colaborar para a tomada de decisão. Antes de qualquer definição, é preciso pesar bem as consequências e esgotar todas as possibilidades de melhoria.


















