11/05/2012
Hunting
Diante da escassez de talentos no mercado, atividade cresce gradativamente no mundo corporativo
Um levantamento realizado por uma empresa de Recursos Humanos nas cidades de São Paulo (capital e Grande SP), Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, apontou grande avanço no mercado para executivos. Em março as oportunidades cresceram 60,6%, ante o mês de fevereiro.
A mudança de cenário possibilita o crescimento de uma atividade que ajuda a solidificar e qualificar o mercado: o hunting (caça-talentos). Motivadas pelas dificuldades na captação e retenção de talentos, cada vez mais as empresas buscam nessa alternativa uma solução definitiva para suas equipes. Diante desse panorama, o Brasil vem despontando no mercado atual com grandes headhunters que movimentam o mundo corporativo.
Para a vice-presidente de Eventos Científicos da ABRH-RS, Lígia Nery da Silveira, o processo se destaca pela grande assertividade: “Um headhunter desenvolve uma rede e a sensibilidade para tornar-se parceiro no entendimento dos desafios estratégicos de uma empresa. A busca de executivos é diferente dos canais de recrutamento para vagas intermediárias. É outra rede, outro processo de avaliação e outro manejo. Via de regra, quem faz isto 24 horas por dia tende a fazer melhor. Ajudar uma empresa a mapear quem são os destaques e abordá-los encurta caminhos e protege a organização numa exposição desnecessária.”, destaca.
Por outro lado, as empresas que perdem seus talentos nas buscas executivas devem rever seus conceitos de valorização. “A fidelização é um desafio permanente em qualquer nível funcional. Não existe forma para blindar completamente. Se o executivo faz um bom trabalho ele acaba tendo visibilidade. É preciso ter políticas de reconhecimento, tanto a nível comportamental como em formato de remuneração”, conclui Lígia.


















