Ricardo Vontolini será palestrante no CONGREGARH 2015

Ricardo Vontolini

Ricardo Voltolini

É um dos principais especialistas em sustentabilidade empresarial no Brasil, tendo atuado como consultor em algumas das mais importantes organizações como Tetra Pak, Voltorantim, Santander, Itaú, Braskem, Natura, Alcoa, entre outras.
É Diretor presidente da Idéia Sustentabilidade: Estratégia e inteligência em Sustentabilidade, Diretor geral do Next – Observatório de Tendências em Sustentabilidade, idealizador da Plataforma Liderança Sustentável. É professor nos MBAs da Fundação Dom Cabral, FIA, Poli-USP e Aberje e autor dos livros “Conversas Com Líderes Sustentáveis”, “Escola de Líderes Sustentáveis”, “Líderes Sustentáveis com a Mão na Massa”.

Conheça mais sobre Susan Cain, palestrante do CONGREGARH 2013

Fonte: Uol Comportamento

Em entrevista, Susan Cain fala sobre o poder dos introvertidos, adaptações e ideais da sociedade.

Como você define os introvertidos?

Susan Cain: introvertidos têm a preferência por ambientes mais tranquilos, com pouco barulho, com menos ação. São nesses lugares que eles se sentem vivos e energizados. Em contraste, extrovertidos anseiam por mais estímulos para se sentirem melhor. Um introvertido, portanto, prefere apreciar uma boa taça de vinho num local tranquilo e acompanhado de um amigo próximo a uma festa barulhenta, cheia de desconhecidos. Muitas pessoas acreditam que a introversão está relacionada com ser antissocial, isso é um equívoco; introvertidos são apenas socialmente diferentes.

 

No livro, você comenta que a sociedade possui um ideal de extroversão. Como é isso?

Susan Cain: Na nossa sociedade, o “ideal self” [aquilo que você gostaria de ser, como você se imagina ser] está em negrito, gregário e em posição confortável, sendo o centro das atenções. Nós gostamos de pensar que valorizamos a individualidade, mas admiramos, principalmente, os tipos de indivíduos que se sentem confortáveis sob os holofotes. As escolas, empresas e instituições religiosas são todas projetadas para extrovertidos. Os introvertidos, comparados com as pessoas extrovertidas, são como as mulheres americanas dos anos 1950: cidadãs de segunda classe com quantidades gigantescas de talentos inexplorados.

 

Existe diferença entre introversão e timidez?

Susan Cain: timidez, em oposição à introversão, é o medo do julgamento social negativo –ser excessivamente preocupado com o que as pessoas pensam de você. Introversão é simplesmente a preferência pela calma. A timidez é desconfortável; introversão não é. Assim, você pode ser introvertido sem ter medo; como pode ser tímido, mas extrovertido. Os traços se sobrepõem, embora psicólogos debatam em que grau. Na prática, introvertidos também podem ser tímidos –mas não são muitos.

 

Você diz ser uma pessoa introvertida. Como lidou com isso ao escrever e promover o livro?

Susan Cain: As pessoas, às vezes, ficam surpresas quando digo isso [que é introvertida], porque sou uma pessoa muito amigável. Não consigo viver sem minha família e amigos próximos, mas eu também anseio por solidão. Sinto-me imensamente sortuda por meu trabalho como escritora me proporcionar horas do dia sozinha com o computador. Também tenho um monte de outras características introvertidas, como pensar antes de falar, não gostar de conflitos, e concentrar-me facilmente. Introversão tem suas características irritantes, também, é claro. Alguns introvertidos são perfeitamente confortáveis em falar em público, mas o medo do palco nos aflige em números desproporcionais. Mas também acredito que a introversão é a minha maior força. Tenho uma vida interior tão forte que nunca estou aborrecida e apenas ocasionalmente me sinto solitária. Não importa o caos ao meu redor, eu sei que posso sempre contar comigo.

 

Quais conselhos você daria para as pessoas introvertidas? Elas deveriam mudar para se adaptar?

Susan Cain: acho que o segredo da vida é viver de acordo com seu temperamento natural –com uma carreira e uma vida social que realmente combinem com você. Mas, como o psicólogo Brian Little diz, todos nós precisamos abrir mão, às vezes, por causa do trabalho e as pessoas que amamos. Os extrovertidos precisam ser mais introvertidos na hora de sentar e escrever (mesmo se eles prefiram estar conversando com seus colegas). Assim também os introvertidos precisam abrir mão ao participarem de coquetéis e reuniões.

 

Washington Olivetto esclarece: a criatividade é fundamental para qualquer profissional

Washington Olivetto no CONGREGARH 2011 / Crédito: Marco Nunes

Na última palestra desta quinta-feira, o publicitário Washington Olivetto salientou que a necessidade de ser criativo está presente no ambiente de trabalho, inovando para os clientes, e na vida de empresário.  “Vivi isso quando mudamos o perfil da agência e criamos a W/McCann, unindo a WBrasil e a McCann. Usei a criatividade para fazer o casamento das duas empresas”. E complementou: “Seja qual for o momento em que estamos vivendo, se não tivermos uma boa ideia, não acontece nada”.

O mais premiado profissional de Criação apresentou exemplos criativos de ações da agência que foram convertidos em mídia espontânea na imprensa e ressaltou uma importante conquista da W/McCann. “Com essa união podemos incentivar outras agências da McCann no mundo a serem mais criativas”. Além da propagação do ambiente criativo, o vínculo afetivo na empresa é fundamental. Por isso, Olivetto atua como um líder de atmosfera, motivando a equipe e a paixão pelo local onde trabalham.

O publicitário mostrou ainda as últimas campanhas desenvolvidas pela agência e resumiu como avalia as novas ideias geradas pela equipe com uma citação que utiliza até mesmo para convencer os clientes: “Se não for brilhante, não vale”, esclareceu

A potencialidade do imaginário e do lúdico

Professor Marival Chaves fala da potencialidade do imaginário e do lúdico / Crédito: Marco Nunes

Físico e educador, o professor Marival Chaves confessou que o segredo de seu trabalho é impulsionar os alunos a pensarem o conteúdo da disciplina através da imaginação. “Ensino cantando, criando jogos e contando histórias”, disse. Mais de 50 mil estudantes já aprovaram a didática que alia bom humor, imaginação, música e motivação.

Durante a palestra “O imaginário e a realidade”, Chaves também abordou a prisão cultural na qual o ser humano se condiciona. “O imaginário é que é o real, é uma força de mudança”. O palestrante propôs ao público que cada um olhe mais para si mesmo, com um olhar crítico e lute por seus ideais. “Afinal, a imaginação está do nosso lado. Ligue-se, conecte-se e libere-se “, recomendou.

O RH e o desafio de construir um novo olhar sobre a realidade

Palestrante Eugenio Mussak / Crédito: Marco Nunes

Em dois momentos, Eugenio Mussak expôs o tema “Construindo novos modelos de realidade”, voltado para uma nova perspectiva de relacionamento da área de RH nas empresas.

Mussak comentou sobre o formato da educação e concluiu a maioria dos educadores trabalha com a transferência deliberada de conhecimento. Assim, esquecem de passar aos jovens o exercício do questionamento e do pensamento contínuo. Baseado nos conceitos de intelectuais antigos, apontou ainda os principais inimigos da formação de um novo olhar sobre a realidade: a indolência, a ignorância e a arrogância.

Uma novidade durante os dois momentos da palestra foram as dinâmicas comandadas pelo  consultor organizacional Jaime Salvon, como relatado no post abaixo. Ao final, Mussak destacou que os sonhos devem ser compartilhados: “Nós temos que pensar nos sonhos da empresa e dos funcionários que a compõem.”

Marival Chaves: da Bahia para Porto Alegre

Marival Chaves chegou a Capital nesta tarde e, enquanto caminhava pelos corredores da EXPOCONGREGARH, visitou o estande da imprensa. Prontamente, aceitou o convite de gravar um vídeo antecipando o que abordará na palestra de amanhã, às 14h30min, sobre “O imaginário e a realidade”. Confira, abaixo:

Maria da Graça encerra o Fórum de Gestão Pública

Maria da Graça Jacques, a última palestrante do Fórum de Gestão Pública Crédito: Marco Nunes

Discutindo “Assédio Moral na Administração Pública”, Maria da Graça Corrêa Jacques, psicóloga, doutora em Educação pela UFRGS e pós-doutorada em Psicologia Social pela Universidade Aberta, em Portugal, encerrou a segunda edição do Fórum de Gestão Pública. Na abordagem, apontou o setor público como favorável ao assédio moral: “As mudanças frequentes na gestão, o discurso neo-liberal de desqualificação do servidor público, os jogos político-partidários e as lutas de poder sedimentadas em práticas de saber/poder são questões que facilitam a prática de assédio no ambiente de trabalho”.

O evento antecedeu a quinta edição do CONGREGARH. Além das palestras, quem vier ao Centro de Eventos da PUCRS poderá conferir as diversas novidades em serviços e produtos voltados ao setor de Gestão de Pessoas. Lembrando: a feira é aberta ao público.