Liderança Positiva por Karim Khoury

liderança positiva

A definição de Liderança Positiva introduzida por Kim Cameron, está baseada nos conceitos da psicologia positiva e nos processos de mudança baseados em aspectos positivos das organizações.

Segundo o autor, de acordo com esta perspectiva, a Liderança Positiva está baseada no que funciona nas organizações (em oposição ao que dá errado), o que energiza (em oposição ao que é problemático), o que é percebido como bom (em oposição ao que é contestável), o que é extraordinário (em oposição ao que é meramente eficiente) e o que é inspirador (em oposição ao que é difícil).

Dito de outra maneira, a psicologia positiva através de estudos científicos procura entender o que torna as pessoas saudáveis e o que contribui para que elas prosperem, para que sejam bem sucedidas e superem-se.

De acordo com esta abordagem Cameron estabelece quatro princípios de liderança básicos que contribuem para que as organizações floresçam e obtenham resultados excepcionais. São eles:

  • Criação de um clima positivo: que promova perdão e a expressão de reconhecimento no trabalho. A criação deste clima é fortemente influenciada pela atuação do líder. A promoção de emoções positivas como alegria, confiança, reconhecimento e a redução de emoções negativas contribui para o aumento da retenção de informações, da criatividade e da produtividade das pessoas.
  • Criação de rede de relacionamentos positivos: Além de contribuir para influenciar positivamente os colaboradores, os líderes facilitam a construção de relacionamentos positivos tais como as relações de mentoring. Além disso, os líderes aproveitam os pontos fortes dos colaboradores (o que eles sabem fazer bem) ao invés de suas fraquezas. Esta abordagem permite criar obter a excelência na performance e nos relacionamentos.
  • Criação de uma rede de comunicação positiva: Os líderes visam evidenciar objetivamente através do feedback as contribuições dos colaboradores para aumentar as chances deste comportamentos se repetirem no futuro. As críticas não são descartadas, entretanto elas são feitas com o objetivo de ajudar o colaborador a melhorar a performance e demonstram respeito e nunca cinismo.
  • Criação de um significado positivo no trabalho: é responsabilidade e papel da liderança infundir o propósito e significado do trabalho a cada um dos colaboradores explicando e evidenciando como o trabalho de cada um tem impacto importante e positivo no bem estar das pessoas. Quando os colaboradores sentem que seu trabalho tem significado, a sua performance melhora. As empresas que dão atenção a valores universais tais como, bem estar social, responsabilidade social etc.. cria uma forte relação com seus colaboradores.

Outra perspectiva com foco positivo que visa promover uma cultura de vitalidade e aprendizagem nas organizações são quatro medidas que os líderes podem adotar para melhorar o desempenho dos colaboradores:

1) Dar liberdade para tomada de decisões. Conferir o poder para que um colaborador tome decisões que afetam o seu trabalho, aumenta o senso de controle e cria mais oportunidades de aprendizado.

  • Como você pode aumentar a liberdade para a tomada de decisões dos seus colaboradores?
  • É possível aumentar a autonomia deles no que se refere à tomada de decisões?

2) Compartilhar informações. Um colaborador pode dar uma contribuição mais eficaz quando entende que seu trabalho se encaixa na missão e na estratégia da empresa. Alguém vai se sentir à vontade para tomar decisões se não tiver informações com credibilidade sobre os números atuais?

  • Como você pode contribuir para criar um sistema de informações mais ágil e eficaz?
  • Quais informações específicas devem ser compartilhadas para gerar um resultado mais eficiente?

3) Minimizar a incivilidade. O custo da incivilidade é imenso. Ela tem impacto sobre a produtividade, a qualidade do trabalho, o compromisso, a criatividade e a motivação.

  • Alguém vai poder tomar boas decisões se tiver medo de ser ridicularizado?
  • Como você pode contribuir para reduzir a incivilidade do ambiente de trabalho?
  • As pessoas são tão elogiadas quanto criticadas?
  • Existe algum rótulo negativo empregado para descrever a empresa ou os colaboradores? Como esses rótulos negativos podem ser substituídos?
  • Como é a recepção dos novos colaboradores? Eles se sentem acolhidos e bem recebidos?

4) Dar feedback sobre o desempenho. O feedback abre oportunidades para o aprendizado. Ao eliminar a sensação de incerteza, mantém atividades ligadas ao trabalho focadas em metas pessoais e organizacionais. Quanto mais rápido e direto, mais útil o feedback.

  • O feedback rápido, informal, no dia a dia, faz parte da rotina da sua organização?
  • Na sua percepção os colaboradores perdem oportunidades valiosas para dar feedback para outros membros?
  • Todos estão preparados para dar feedback com respeito e transmitir colaboração para quem recebe?
  • Muitos assuntos são “acumulados” e acabam por serem comunicados de uma única vez?
  • O que isto gera?
  • O que, especificamente, pode ser melhorado no processo de feedback?

Em conclusão, a Liderança Positiva fortalece o princípio que resultados extraordinários podem ser alcançados com a contribuição dos líderes preparados para aproveitar os pontos fortes dos colaboradores, criando e apoiando uma cultura de desenvolvimento e aprendizagem e baseada no destaque e multiplicação de melhores práticas.

Fonte: Karim Khoury

Entrevista com Valdo Marques

O “Chefe Secreto” conta para o empresário Rudinei Silva, como é ver a empresa sem os filtros das estruturas de poder e a vivência transformadora da empatia.

Valdo será palestrante do CONGREGARH Conexão 2016 e você não pode deixar de conferir sua palestra. Inscreva-se.

A solução está dentro das empresas, sempre!


Bate-papo com João de Lima, com mais de 40 anos de experiências, atuou como Vice-Presidente de RH e de Desenv. Organizacional Grupo Gerdau e Magnesita/GP Investment e será palestrante do CONGREGARH Conexão 2016. Inscreva-se. 

Em busca de resultados melhores – Por Carla Tieppo

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Uma das funções cerebrais que têm alta correlação com medidas de inteligência é a chamada memória de trabalho ou memória operacional. Essa capacidade cerebral, que é bastante destacada em seres humanos mas que pode ser observada em outros mamíferos, especialmente primatas, permite que várias informações sejam processadas em conjunto numa mesma área cerebral, o córtex pré-frontal. E a correlação entre memória de trabalho e inteligência parece simples de ser compreendida já que, quanto maior for a capacidade de associação entre elementos que não haviam sido associados antes, maior a capacidade que um indivíduo apresenta para produzir novos raciocínios e conclusões entre diferentes aspectos de um problema apresentado.

Mas o conceito de inteligência não é tão simples de ser definido. Há múltiplas formas de se falar, medir e tratar o que comumente chamamos de inteligência. Esse conceito está carregado de muita controvérsia, além de considerar-se que há um componente geneticamente determinado que coloca algumas pessoas em posição privilegiada em relação a outras. E esses conceitos impactam diretamente na forma como tem sido feita a seleção de funcionários em relação à capacidade de resolução de problemas. Uma vez que o conceito de inteligência tem sofrido muitas críticas ao longo dos últimos 20 anos, outro conceito tem sido incorporado e trabalhado nos processos de seleção, especialmente de jovens talentos: o conceito de potencial.

Aferir potencial é o novo desafio dos processos de seleção de talentos. Mas a ideia de potencial implica em capacidade futura e possibilidade de desenvolvimento. Nesse aspecto, a neurociência tem desenvolvido estudos muito promissores que estão embasando o desenvolvimento de estratégias para aumentar a memória operacional por meio de exercícios. São tarefas com dificuldade crescente e bastante desafiadoras que permitem um incremento substancial na memória de trabalho. Há várias alternativas gamificadas disponíveis em plataformas digitais que podem ser empregadas em processos de desenvolvimento de potencial humano. E os resultados mais surpreendentes vêm justamente do impacto positivo que o treinamento da memória operacional provoca no desempenho de funções como atenção, foco, concentração e tomada de decisão.

É necessário poder selecionar pessoas que não tenham exclusivamente a capacidade intelectual como traço forte, e a alternativa para que pessoas com características sócioemocionais como ponto forte tenham espaço nas empresas é acreditar que os pontos fracos podem ser estimulados por estratégias desenhadas sob medida para desenvolver o ser humano até o máximo do seu potencial. Assim, se acreditamos que temos ferramentas efetivas para que seja incrementado o desempenho técnico, lógico e abstrato de um indivíduo, podemos selecionar algumas pessoas com maior capacidade emocional. É o equilíbrio da equipe e o desenvolvimento homogêneo das pessoas levando em conta vários aspectos que podem promover ganhos substanciais em produtividade. 

Fonte: Carla Tieppo

Roberto Scola palestrará sobre a capacidade de liderar a si próprio, pessoas, equipes e organizações.

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Roberto Scola atua como coach executivo, instrutor de cursos e palestras nas áreas de desenvolvimento de lideranças e de equipes, desenvolvimento e mudança organizacional e planejamento estratégico. Este ano ele estará presente no CONGREGARH Conexão em Passo Fundo para falar sobre Liderança Transformadora, entenda melhor o tema.

Um líder tem a missão da liderança, isto é, direcionar e integrar todos em busca dos objetivos a serem alcançados. Para isso, ele deve ter atuação ampla e mais o global possível da situação, englobando elementos que estão na zona clara e zona oculta das organizações. O objetivo deste curso ou palestra é criar um mapa de caminho para guiar o líder à liderança transformadora, oferecendo conhecimentos, práticas e ferramentas para exercer mudanças e intervenções a fim de aumentar a competitividade organizacional.

Programa:

  • O que é Liderança Transformadora?
  • Como se tornar um líder transformador.
  • Princípios fundamentais do líder transformador.
  • Plataforma do crescimento sustentado.
  • O efeito da sombra humana e organizacional.
  • Onde procurar a sombra psicológica.
  • Como trabalhar com a sombra pessoal e organizacional.
  • Como se tornar um líder inspirador.
  • Mecanismos de defesa.
  • Líder Transformador na Totalidade.

O CONGREGARH Conexão 2016 tem como tema “O Poder da Liderança na Superação de Resultados” e acontece nos dias 03 e 04 de agosto no Centro de Eventos da UPF em Passo Fundo. Faça parte desse grande evento e venha debater com especialistas do mercado sobre Gestão de Pessoas.

Fonte: Roberto Scola