Conheça mais sobre Susan Cain, palestrante do CONGREGARH 2013

Fonte: Uol Comportamento

Em entrevista, Susan Cain fala sobre o poder dos introvertidos, adaptações e ideais da sociedade.

Como você define os introvertidos?

Susan Cain: introvertidos têm a preferência por ambientes mais tranquilos, com pouco barulho, com menos ação. São nesses lugares que eles se sentem vivos e energizados. Em contraste, extrovertidos anseiam por mais estímulos para se sentirem melhor. Um introvertido, portanto, prefere apreciar uma boa taça de vinho num local tranquilo e acompanhado de um amigo próximo a uma festa barulhenta, cheia de desconhecidos. Muitas pessoas acreditam que a introversão está relacionada com ser antissocial, isso é um equívoco; introvertidos são apenas socialmente diferentes.

 

No livro, você comenta que a sociedade possui um ideal de extroversão. Como é isso?

Susan Cain: Na nossa sociedade, o “ideal self” [aquilo que você gostaria de ser, como você se imagina ser] está em negrito, gregário e em posição confortável, sendo o centro das atenções. Nós gostamos de pensar que valorizamos a individualidade, mas admiramos, principalmente, os tipos de indivíduos que se sentem confortáveis sob os holofotes. As escolas, empresas e instituições religiosas são todas projetadas para extrovertidos. Os introvertidos, comparados com as pessoas extrovertidas, são como as mulheres americanas dos anos 1950: cidadãs de segunda classe com quantidades gigantescas de talentos inexplorados.

 

Existe diferença entre introversão e timidez?

Susan Cain: timidez, em oposição à introversão, é o medo do julgamento social negativo –ser excessivamente preocupado com o que as pessoas pensam de você. Introversão é simplesmente a preferência pela calma. A timidez é desconfortável; introversão não é. Assim, você pode ser introvertido sem ter medo; como pode ser tímido, mas extrovertido. Os traços se sobrepõem, embora psicólogos debatam em que grau. Na prática, introvertidos também podem ser tímidos –mas não são muitos.

 

Você diz ser uma pessoa introvertida. Como lidou com isso ao escrever e promover o livro?

Susan Cain: As pessoas, às vezes, ficam surpresas quando digo isso [que é introvertida], porque sou uma pessoa muito amigável. Não consigo viver sem minha família e amigos próximos, mas eu também anseio por solidão. Sinto-me imensamente sortuda por meu trabalho como escritora me proporcionar horas do dia sozinha com o computador. Também tenho um monte de outras características introvertidas, como pensar antes de falar, não gostar de conflitos, e concentrar-me facilmente. Introversão tem suas características irritantes, também, é claro. Alguns introvertidos são perfeitamente confortáveis em falar em público, mas o medo do palco nos aflige em números desproporcionais. Mas também acredito que a introversão é a minha maior força. Tenho uma vida interior tão forte que nunca estou aborrecida e apenas ocasionalmente me sinto solitária. Não importa o caos ao meu redor, eu sei que posso sempre contar comigo.

 

Quais conselhos você daria para as pessoas introvertidas? Elas deveriam mudar para se adaptar?

Susan Cain: acho que o segredo da vida é viver de acordo com seu temperamento natural –com uma carreira e uma vida social que realmente combinem com você. Mas, como o psicólogo Brian Little diz, todos nós precisamos abrir mão, às vezes, por causa do trabalho e as pessoas que amamos. Os extrovertidos precisam ser mais introvertidos na hora de sentar e escrever (mesmo se eles prefiram estar conversando com seus colegas). Assim também os introvertidos precisam abrir mão ao participarem de coquetéis e reuniões.

 

Dan Millman encerra o CONGREGARH 2011

Dan Millman comanda a palestra de encerramento do CONGREGARH 2011 / Crédito: Marco Nunes

Auditório lotado para ver e ouvir Dan Millman, ginasta e autor de 13 livros inspiradores. O mais conhecido é “O Caminho do Guerreiro Pacífico”, que relata sua trajetória de vida, o sucesso conquistado na carreira de atleta internacional e a posterior busca por novos desafios. Teve tempo até para uma demonstração da elasticidade e boa forma do palestrante. Percebe nesta foto?

Dan Millman demonstra que é mesmo um ginasta no palco do CONGREGARH 2011 / Crédito: Marco Nunes

Millman falou aos participantes sobre sua preocupação com a busca incessante da satisfação profissional em um mundo cada vez mais competitivo. Para ele, esta não deveria ser uma obsessão, já que nem sempre é possível conciliar a carreira com a vocação. “Você pode ter uma carreira que lhe garanta estabilidade para buscar satisfação pessoal de outra forma. Por vezes buscamos a realização no lugar errado. Poucas coisas nos dão tanto prazer quanto fazer algo de bom para outra pessoa”, afirmou.

Sobre o estresse do cotidiano, Millman declarou que um  grande erro das pessoas, atualmente, é acumular obrigações e tentar resolver todos os problemas – pessoais e profissionais – ao mesmo tempo. “As pessoas se incomodam muito no cotidiano porque não conseguem focar em uma coisa de cada vez. E é impossível fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo. Se parassem para respirar e focassem em um problema de cada vez, teriam muito menos estresse”, disse.

Ainda dá tempo de participar do CONGREGARH 2011

O público que está presente no CONGREGARH 2011 tem a oportunidade de refletir junto com palestrantes e convidados especiais sobre o principal questionamento da atualidade: “É tempo de quê?”. Amanhã, sexta-feira, 20, é o último dia, mas as inscrições ainda podem ser feitas. Vale a pena conferir o painel “Planejando e conquistando sucesso” e a palestra do ex-ginasta americano Dan Millman.

Pedro Luiz Fagherazzi, presidente da ABRH-RS, fala sobre a importância do CONGREGARH 2011 e o objetivo do evento:

Bastidores CONGREGARH 2011 – Eugenio Mussak

Eugenio Mussak no momento da dinâmica/ Crédito: Marco Nunes

Enquanto o consultor organizacional Jaime Salvon comandava a dinâmica, o palestrante Eugenio Mussak, que havia terminado a primeira parte de sua palestra, observava os participantes. “Conhecimento não se transforma, conhecimento se constrói a partir de experiência, informação, significado e compartilhamento. É o que está acontecendo neste momento”, refletiu.

Logo mais, um resumo do que falou Eugenio Mussak para o público do CONGREGARH nesta manhã.

Dulce Magalhães inicia o CONGREGARH 2011

Dulce Magalhães na palestra de abertura do CONGREGARH 2011

Educadora e pesquisadora, Dulce Magalhães destacou a gestão do tempo durante a palestra Transformando as visões de mundo. “Se não estamos treinados para ver as respostas, elas podem estar na nossa frente e não conseguiremos ver”, ressaltou. Dulce abordou ainda a filosofia da motivação: “você pode mudar tudo na sua vida com os recursos que você já tem, basta olhar para dentro de si”. Ao final, avaliou: “A vida é um efeito ao cuidado que damos a ela”.

Elenice de Freitas, do Hospital Mãe de Deus

Quem assistiu, aprovou. “Achei maravilhosa e muito reflexiva. Impulsionadora de mudanças”, disse Elenice de Freiras, consultora de RH do Hospital Mãe de Deus.

Bastidores CONGREGARH 2011 – Dulce Magalhães

A pesquisadora , educadora e coach Dulce Magalhães fará a palestra de abertura do CONGREGARH 2011. Antes de subir ao palco, concedeu algumas palavras exclusivas sobre o tema do Congresso para o blog.

Está chegando a hora!

Heloisa Amaral, vice-presidente de Capacitação Profissional da ABRH-RS

Mais dois dias para o CONGREGARH 2011 e a chance de você saber o que pensam palestrantes nacionais e internacionais sobre os desafios das empresas e profissionais do mercado atual. A programação inclui a EXPOCONGREGARH, feira de negócios voltada ao segmento de Gestão de Pessoas e o Fórum de Gestão Pública. Hoje, quem te convida para esta oportunidade é vice-presidente de Capacitação Profissional da ABRH-RS, Heloísa Amaral:

“O nosso CONGREGARH é pensado, planejado e executado de 2 em 2 anos e por isso se tornou um produto do qual todos nós gaúchos, e que trabalhamos com pessoas, podemos nos orgulhar.  O enfoque deste ano “É tempo de quê? nos propõe um tema para grandes reflexões de como obter resultados nas organizações com  entusiasmo, alegria, com o comprometimento de fazer diferente para uma visão de futuro transformadora. Participe e acredite que você pode nos ajudar a encontrar algumas respostas e novas perguntas.”

Heloisa Amaral

Vice-presidente de Capacitação Profissional da ABRH-RS